Segundo Tempo: Alívio nos mercados

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07/04/2017 POR: Guide Investimentos

Destaques: Os mercados globais se recuperam depois de operar em baixa pela manhã, e os investidores reduzem a aversão ao risco nas últimas horas, após líderes de outros Estados ocidentais apoiarem o bombardeio dos Estados Unidos na Síria. No entanto, o clima de cautela ainda prevalece, principalmente, depois de um possível ataque “terrorista” no fim desta manhã na Suécia. No Brasil, o mercado segue atento ao noticiário político e analisa o desempenho do IPCA de março, divulgado hoje pelo IBGE.

Cenário Externo: Tensão geopolítica reduzidas; Payroll americano é destaque.

Nos Estados Unidos, os principais índices americanos recuperam suas perdas registradas pela manhã, em função do abrandamento das tensões dos conflitos geopolíticos e da repercussão dos dados do mercado de trabalho.

O Payroll, divulgado hoje pela manhã, mostrou a criação de 98 mil empregos, bem abaixo do esperado pelo mercado (de 180 mil) e da média dos últimos meses. A taxa de desemprego apresentou uma ligeira queda para 4,5% (de 4,7%). O resultado se deu por um aumento na força de trabalho acompanhado por uma queda nos desempregados. Em relação aos salários, que era o principal indicador que o mercado estava olhando, o rendimento médio da hora trabalhada cresceu 2,7% na comparação anual, nível relativamente estável em relação a fevereiro. O rendimento médio veio em linha com a expectativa de mercado. Esse desempenho fraco do Payroll diminui a perspectiva de um ritmo mais acelerado de aperto monetário americano. Assim, mantemos a expectativa que o Fomc deve subir mais duas vezes neste ano.

Na Europa, os mercados também reagiram aos mísseis lançados pelos EUA. O destaque ficou por conta dos apoios do presidente da França, François Holland, e da chanceler alemã, Angela Merkel, aos ataques. As bolsas na região encerraram a sessão majoritariamente em alta. O índice europeu, Stoxx 600, marcou a quarta alta consecutiva, mas encerrou a semana praticamente estável.

Entre as commodities, destaque para o petróleo que segue em alta, com o risco da oferta ser afetada com os ataques na Síria.

Brasil: Meirelles discursa em Brasília; Mercado segue analisando IPCA de março.

Mercados: O mercado reduz a tensão em relação aos conflitos geopolíticos no exterior e opera no campo positivo, com certo otimismo em relação ao ritmo da queda dos juros no Brasil. Entre os destaques positivos do Ibovespa, seguem os ativos da Petrobras, que acompanham a alta do petróleo. A ação da Vale, que era destaque de queda pela manhã após forte desvalorização do minério de ferro, recuperou suas perdas e também avança no principal índice acionário brasileiro.

O dólar e os DI’s futuros seguem com viés de queda após dados do payroll americano e o resultado positivo do IPCA para o mês de março, reforçarem as chances de um corte de 1,0 p.p. na Selic na próxima reunião. A percepção de risco-país, medida pelo CDS de 5 anos, também opera com ligeira queda. No entanto, a melhora no cenário externo ainda segue como principal direcionador.

No front político, os investidores acompanham os desdobramentos do encontro de Michel Temer com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo de Oliveira. A reunião definiu a nova meta fiscal de 2018 de um déficit de R$129 bilhões, estimada anteriormente em R$-79 bilhões. O Ministro ressaltou que para chegar a esses valores foi considerado um crescimento de 0,5% do PIB neste ano. Meirelles concluiu a apresentação considerando a projeção de crescimento econômico para 2018 e 2019 em 2,5% ao ano. O governo tem até 15 de abril para enviar ao congresso a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2018.

Em relação à Previdência, o clima ainda é de cautela, mas sem grandes surpresas até o momento. O recente recuo do governo, com a reforma da Previdência era esperado, mas o projeto continua com viés a favor da aprovação. Segundo Temer: “a fase é de ajustes. Depois disso, o que se espera é que o projeto vá a plenário e não seja mais modificado”.

No front macro, o mercado segue reagindo a divulgação do IPCA do mês de março (0,25%), que veio em linha com o consenso. A deflação registrada no grupo de transportes e comunicação somada com a estabilização nos preços do grupo de educação foram os principais responsáveis para a desaceleração do índice em março (em fevereiro foi 0,33%). No acumulado de doze meses, o IPCA registra a marca de 4,57%, próximo ao centro da meta do BC. Com isso, a expectativa é quase unânime de que o Copom, na próxima semana, vai cortar os juros em 1,0 p.p. Para abril, o IPCA deve ser influenciado pela a redução das contas de luz, após decisão da Aneel para a devolução dos valores cobrados indevidamente aos consumidores.

Sobre os movimentos no pregão de hoje*:

Ibovespa: +0,93%, aos 64.817 pontos;
Real/Dólar: +0,03%, cotado a R$3,144;
Dólar Index: +0,55%, 101,220;
DI Jan/19: -60 pontos base; 9,94%;
S&P 500: +0,21%, aos 2.362 pontos.

*Por volta das 15h22, horário de Brasília. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

Boa leitura a todos!

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