Segundo Tempo: é preciso resistir

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18/04/2017 POR: Guide Investimentos

Destaques: o dia ainda é de turbulências nos mercados, aqui e lá fora. Os investidores mantêm a cautela. Na Europa, eleições de França e Reino Unido são destaque. Nos EUA, a possibilidade de uma ação militar na Coreia do Norte continua. Por aqui, atenções voltadas à leitura do relatório da Reforma da Previdência, que foi postergada para amanhã; enquanto os investidores digerem a ata do Copom. O BC confessou que pensou num corte de Selic mais forte.

Cenário Externo: pressões de baixa em bolsas, commodities e dólar.

Na Europa, as bolsas continuam no vermelho, de olho em questões que envolvem a política na França e no Reino Unido. O índice Stoxx 600, que monitora as empresas da região, cai mais de 1%, acumulando 2ª sessão seguida de queda.

Theresa May, a premiê do Reino Unido, quer convocar eleições antecipadas, para tentar manter (e confirmar) o apoio da população ao Brexit, em tempos de separação da União Europeia. Surpreendeu aos mercados, embora a libra se valorize frente ao dólar (mais de 2%), à espera de um fortalecimento de May.

Na França: parece aumentar o apoio ao candidato de esquerda, Jean-Luc Melenchon, a poucos dias do 1º turno. Aumenta, assim, a incerteza sobre quem será o próximo líder do país pelos próximos anos. Apreensão: nesta manhã, 2 homens foram presos em Marselha, por suspeita de planejar um ataque terrorista durante o dia da eleição.

Nos EUA: as tensões com a Coreia do Norte continuam no radar. O vice-presidente americano, Mike Pence, firmou hoje uma aliança com o governo japonês caso ocorra um conflito militar com a Coreia do Norte. No final da manhã, o jornal The Guardian disse que as Forças Armadas americanas consideram derrubar os testes de mísseis dos norte-coreanos, como uma demonstração de força.

Mais sobre os EUA: os dados de construção de residências novas voltaram a decepcionar (-6,8% em março, na comparação com fevereiro), trazendo as incertezas em relação ao ritmo de expansão da atividade econômica do país. A produção industrial de março veio em linha com o esperado (+0,5% frente a fevereiro), sem surpresas.

Com esse clima de cautela no cenário externo, já observado pela manhã, a demanda por Treasuries continuou em alta, e os juros seguem em baixa. As bolsas americanas recuam nesta tarde, acompanhando o momento mais negativo de seus pares europeus.

Entre as commodities: o petróleo segue com volatilidade, e opera em queda, pressionado pelos resultados recentes da produção americana. Apesar da queda do dólar, as commodities, de modo geral, seguem em baixa.

Brasil: BC confessa; Ibovespa acompanha exterior; e dólar reverte o movimento de alta, apesar da Previdência.

O Ibovespa ensaiou uma recuperação no início desta tarde, mas voltou a perder forças, e opera em baixa. Acompanha, portanto, o cenário externo.

Dentre os destaques negativos, Vale e Bradespar seguem em queda, em meio a outra desvalorização do preço do minério de ferro na China. Na ponta positiva, figuram os ativos do setor frigorífico, com destaque para Marfrig e BRF. Por outro lado, os papéis da BRF avançam, após a retomada das operações da fabrica de Mineiros (GO).

No front político, as atenções se voltam a Reforma da Previdência. A leitura do texto na Comissão Especial da Câmara, pelo seu relator, foi postergada para amanhã. Em café da manhã com Temer, algumas mudanças foram acordadas (veja aqui o PPT utilizado).

Em especial, ganha destaque a mudança de 65 para 62 anos a idade mínima de aposentadoria das mulheres. O presidente Michel Temer reforçou aos parlamentares da base aliada a importância da aprovação do texto central da reforma. Segundo Temer: “Nós todos precisamos resistir. Tenho resistido o quanto posso”.

O mercado também reage às declarações do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Segundo ele, a reforma aprovada precisa ficar entre 70% e 80% do texto original. Sem reformas, o crescimento potencial do país é de 2,3%. Porém, para ele, o Brasil já estará crescendo numa velocidade de 3% no final deste ano.

O dólar, que abriu em alta, e opera volátil, reverteu sua tendência e passou a figurar no campo negativo. A moeda ainda é pressionada com a rolagem integral de swap cambial de maio pelo BC. E lá fora o dólar segue em baixa, contribuindo para tal queda por aqui.

Por último, vale ressaltar a ata do Copom, que parece contribuir para a queda dos DIs na BM&F. Escrevemos sobre isso num Comentário Econômico hoje. O BC confessou que, no último Copom, chegou a pensar num corte mais forte de Selic.

Sobre os movimentos no pregão de hoje*:

Ibovespa: 0,68%, aos 63.895 pontos;
Real/Dólar: +0,11%, cotado a R$3,104;
Dólar Index: +0,56%, 99.733;
DI Jan/21: -0,07 pontos base; 9,85%;
S&P 500: -0,42%, aos 2.339 pontos.

*Por volta das 14h45, horário de Brasília. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

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