Segundo Tempo: Fôlego após tensão externa

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04/04/2017 POR: Guide Investimentos

No cenário externo, o ambiente continua sem grandes movimentos. O apetite do investidor por ativos de risco é limitado pela expectativa de dados importantes a serem divulgados nos próximos dias, com destaque para o relatório oficial de emprego nos EUA, o payroll – na sexta feira. Ainda por lá, o mercado segue atento a divulgação da ata do último encontro do Fomc previstos para amanhã. No Brasil, o front político é destaque, após adiamento do prazo do julgamento da chapa Dilma- Temer, que busca averiguar possíveis irregularidades da campanha de 2014.

Cenário Externo: Discurso de Donald Trump; Petróleo caminha para mais uma alta.

Nos EUA, depois dos dados decepcionantes de vendas de veículos do país, os investidores acompanham o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se comprometeu em reduzir as regulações para o setor de infraestrutura. Os últimos dados do país deixaram o mercado atento em relação às incertezas com o ritmo de expansão dos EUA para este ano. No entanto, os dados industriais dos EUA, divulgados nesta manhã, vieram mais fortes do que o esperado, afastando os receios de uma menor expansão da economia americana. O resultado indica um desempenho da economia alinhado aos dados de confiança.

Ainda nesta manhã, foi divulgado o déficit da balança comercial americana de US$ 43,6 bilhões referente ao mês de fevereiro, abaixo do esperado pelo mercado (déficit de US$ 44,6 bilhões). O resultado, que apresentou queda das importações e aumento robusto das exportações, sinalizou que a economia americana ainda se beneficia da estabilidade econômica dos mercados.

Na Europa, sem maiores direcionadores para o dia de hoje, o mercado segue monitorando as eleições presidenciais na França. Pela manhã, Mario Draghi, Presidente do Banco Central Europeu, discursou em um evento no continente, mas não discutiu sobre a política monetária, como era esperado pelo mercado.

Em suma, as principais bolsas internacionais reagiram forte aos dados mais favoráveis da economia americana, e reduziram suas quedas observadas pela manhã. O S&P 500 e Dow Jones, que abriram a sessão em queda, seguem próximo a estabilidade e os mercados acionários europeus também avançam.

Em relação as commodities, o petróleo reverteu suas perdas observado pela manhã e segue em alta, com os investidores otimistas com os cortes de produção e aproximação da alta temporada de demanda. O petróleo permanece a caminho do quarto ganho em cinco sessões.

Brasil: Ibovespa segue em alta; Front político é destaque

Mercados: O Ibovespa operava próxima a estabilidade pela manhã, e ganhou força após a suspensão do pedido de cassação da chapa Dilma-Temer. No lado positivo, destaque para as ações ligadas as commodities. Como ressaltamos pela manhã, a alta do preço do minério de ferro, que interrompeu a sequencia de quedas observadas nos últimos dias, influenciou os papeis da Vale e o avanço do petróleo impactou de forma positiva nos ativos da Petrobras. Na ponta negativa, figuram-se os ativos da Telefônica Vivo em meio aos problemas do setor com a possível intervenção na Oi.

No front “macro”, o destaque são os números abaixo do esperado da atividade industrial em fevereiro. No mês, a atividade avançou 0,1%, frustrando a expectativa do mercado que previa uma alta de 0,6%. O mercado também repercutiu a fala de Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central, que esteve em audiência no Senado hoje. A falta de direcionadores mais claros mantém a previsão de um corte de 1 p.p. na Selic na próxima reunião do Copom.

No front político, o governo permanece otimista em relação a ação da chapa Dilma Temer, após adiamento do processo. Oficiais entendem que o julgamento será estendido ao máximo, permitindo assim, a votação de projetos importantes no Congresso, como as reformas da Previdência e a trabalhista. O julgamento deve ser retomado só em maio, após as viagens do presidente do TSE, Gilmar Mendes, para o exterior e após as oitivas de novas testemunhas para o processo. Até lá, dois indicados por Temer passarão a compor a Corte eleitoral substituindo os ministros Henrique Neves e Luciana Lóssio. Mais: João Santana e Mônica Moura fecham delação premiada, nesta 3ª feira, com a Procuradoria-Geral da República dentro da Operação Lava Jato.

O dólar opera volátil ante o real e inicia a sessão desta tarde próximo a estabilidade. Na BM&F, os DIs futuros reverteram os avanços, e passaram a operar em baixa, influenciadas pela extensão dos prazos nos julgamento da chapa Dilma-Temer e pelo desempenho mais fraco da atividade industrial.

Sobre os movimentos no pregão de hoje*:

Ibovespa: +0,68%, aos 65.649 pontos;
Real/Dólar: -0,18%, cotado a R$3,109;
Dólar Index: +0,09%, 100,630;
DI Jan/19: -31 pontos base; 9,80%;
S&P 500: -0,10%, aos 2.357 pontos.

*Por volta das 15h07, horário de Brasília. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

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