Segundo Tempo: a mãe de todas

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13/04/2017 POR: Guide Investimentos

Destaques: mercados mantêm o tom de cautela, de olho na relação EUA-Rússia, entre outras questões de geopolítica. Agora há pouco, ataque dos EUA ao Afeganistão entra no centro das atenções. Foi disparada a “mãe de todas as bombas” – referência à maior bomba não-nuclear, que acaba de ser disparada pelos americanos. No Brasil, os mercados corrigem, em linha com o esperado pela manhã. Dados do setor de serviços mostram melhora em fevereiro; e exterior não dá suporte por aqui.

Cenário Externo: cautela do investidor, em tempos de reavaliação.

Os chamados “Trump Trade” – apostas que começaram a ganhar força por conta da eleição de Trump nos EUA – estão em xeque? Ao analisar o desempenho dos mercados nos últimos dias, parece que sim. No mínimo, são tempos de reavaliação do otimismo recente.

Registre-se: depois de 4 meses seguidos de alta, o índice S&P 500 interrompeu esta sequência em março, e fechou em queda de 0,04%. Após bater máxima em 1º de março, aos 2.395 pontos, o índice tem perdido fôlego de lá pra cá.

O racional, até agora há pouco, era o seguinte: as promessas do republicano – se cumpridas – acabariam acelerando ainda mais a economia. Esta era a análise consensual. A questão é que nem tudo que se promete é, ou será, levado à prática. Mais: aquilo que sair do papel pode demorar para se materializar.

É neste contexto que outras avaliações – mais “realistas” ou “pessimistas” – começaram a chamar mais a atenção do mercado. Uma delas é a do – quase pop star – investidor Bill Gross, famoso pelos tempos de PIMCO. Hoje em outra empresa (Janus), foi explícito em sua carta mensal, enviada hoje a clientes: os “mercados acionários precificam muita expectativa […] e todos os preços dos ativos estão elevados em níveis artificiais”.

Em tempos de reavaliação, Trump também parece reavaliar as próprias opiniões. Tem dito que a China não pode ser classificada como “manipuladora de câmbio” e, via Twitter, diminiu o tom adotado contra a Rússia. Escreveu hoje: “As coisas vão funcionar bem entre EUA e Rússia”, e complementou com “haverá paz duradoura”.

E os mercados? As bolsas fecharam em baixa na Europa, de olho na proximidade das eleições francesas; e as bolsas americanas, após esboçarem melhora pela manhã (reagindo à divulgação de balanços de alguns bancos, que foram considerados positivos), voltam a operar em baixa. Investidores mantêm a cautela.

Brasil: mercados corrigem, de olho no exterior, e noticiário atento às delações-Odebrecht.

Mercados: em linha com o exterior, o Ibovespa recua, puxado pelas ações de bancos (Itaú, BB e Bradesco) e Petrobras. A percepção de risco-país, medida pelo CDS de 5 anos, já não recua (como era o caso desta manhã), e o dólar ganha forças nesta tarde. Por fim, os DIs, também são pressionados para cima, ajustando-se ao Copom de ontem e ao contexto de cautela do exterior.

Do lado “macro”, o destaque é a Pesquisa Mensal de Serviços: os dados do IBGE diminuem a preocupação quanto ao ritmo do setor, após mostrarem crescimento dos volumes não só em janeiro, mas também em fevereiro (+0,2% e +0,7%, respectivamente, nas comparações mês-a-mês).

Importante: dados do IBGE, somados à falta de sinais mais claros no comunicado do BC (ontem), contribuem para que o mercado mantenha contidas as expectativas quanto à possível intensificação da queda da Selic nos próximos meses.

Sobre os movimentos no pregão de hoje*:

Ibovespa: -1,06%, aos 63.217 pontos;
Real/Dólar: +0,61%, cotado a R$3,1448;
Dólar Index: -0,27%, 100,51;
DI Jan/21: +8 pontos base; 9,50%;
S&P 500: -0,40%, aos 2.335 pontos.

*Por volta das 14h22, horário de Brasília. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

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