E agora, Tavico?

0 381 0

03/06/2017 POR: Guide

A lista 2.0 do Janot, que agora é chamada de lista do Fachin dizimará uma geração de políticos, conforme está sendo repercutido pela mídia especializada. A pergunta agora é: Como será a reação dos políticos? Paralisia ou Normalidade?

E agora, Tavico?

Acreditamos que a classe tentará adotar a normalidade, até por conta da necessidade de sobreviver. Devem continuar a tentar aprovar reformas e recuperar a economia para contar com alguma sorte nas eleições do ano que vem. O desfecho desse imbróglio ainda demora muito e será que os políticos serão presos?

O que podemos concluir com essa lista é que o vácuo político para 2018 persistirá. Apontar nomes nessa fase do campeonato ainda é muito precipitado, mas não faltam palpites: Doria, Justus, Huck, Marina, Carmem Lúcia, Temer. Vários nomes são ventilados, até por conta da menor probabilidade dos tradicionais concorrerem.

Já que comentamos sobre necessidade, a atual é a aprovação da Reforma da Previdência. Ao mesmo tempo a Reforma Trabalhista tem que avançar. Previdência: vemos 80% de chance de passar 80% da meta de economia de R$ 678 bilhões em 10 anos com a Reforma da Previdência, cujo objetivo é estabilizar a despesa em até 9% do Produto Interno Bruto (PIB). Se a normalidade persistir em Brasília, é claro.

Enquanto isso, alguns sinais já apontam para a melhora que esperávamos (leia aqui o último comentário): confiança (indústria e varejo) segue melhorando, puxado pelo índice de expectativas; mercado de trabalho tem primeira criação de postos depois de 22 meses; estrangeiros ainda mostram elevado apetite; mudança de ciclo, tanto econômico, como político; melhora nas projeções dos lucros das empresas, principalmente estatais.

A dinâmica do mercado poderá mudar se tivermos evidências de que as reformas não avançarão. Por enquanto ainda não está claro. A cautela persiste, algo que tira o ímpeto de uma recuperação linear do mercado. O caminho está sendo mais tortuoso, mas o médio prazo ainda reserva uma perspectiva favorável. Momento de cautela mas manutenção do otimismo. As taxas de desconto ainda devem cair mais, com a queda do risco país e dos juros. Vemos Selic em 8,75% no fim de 2017 e projetamos o Ibovespa em um patamar próximo de 71.800 pontos.

LUIS GUSTAVO PEREIRA
Graduado em Administração de Empresas pela ESPM, com pós-graduação em Economia e Setor Financeiro pela USP e MBA em Finanças pelo INSPER. Tem mais de 7 anos de experiência no mercado financeiro. Atualmente, é o estrategista da Guide Investimentos.

0 381 0

Cadastre-se e receba nossos conteúdos exclusivos



Comentários (0)

Ordenar por:

Nenhum comentário

Você pode ser o primeiro a comentar!

Bitnami