Mercados Hoje: algumas coisas são urgentes

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20/04/2017 POR: Guide Investimentos

Destaques: investidores estão concentrados nos balanços das empresas, de ambos os lados do Atlântico. Não vemos movimentos de aversão a risco, apesar da proximidade das eleições na França e questão mal resolvidas na geopolítica que envolve EUA. No Brasil, a recuperação dos mercados internacionais tende a contribuir para um dia mais favorável. O governo conseguiu emplacar vitória importante, ontem na Câmara.

Cenário Externo: balanços ofuscam riscos; petróleo sobe com expectativa de manutenção de acordo.

As divulgações de balanços corporativos concentram as atenções dos investidores. Do índice Stoxx 600 (Europa), são 8 resultados para digerir. Do índice S&P 500 (EUA), 21. Bons números, diga-se de passagem, contribuem para manter a cautela dos mercados num 2º plano (apesar das eleições francesas de domingo, e as tensões geopolíticas envolvendo os EUA).

Assim, os juros das Treasuries sobem; bolsas na Europa “de lado”; e expectativa de início positivo para as ações americanas. O dólar opera em baixa (divisas dos emergentes em alta); e as commodities mostram recuperação, em sua maioria.

Sobre o petróleo: a Opep pode estender o acordo de cortes por mais tempo, segundo a Arábia Saudita – algo que contribui para a retomada dos preços da commodity. O barril no Brent, agora há pouco, era cotado a US$53,40.

Na agenda “macro” dos EUA: discurso de Powell, do Fed (9h); pedidos de auxílio desemprego (9h30); sondagem industrial do Fed da Filadélfia (9h30); e indicadores antecedentes (11h). Na zona do euro, atenção à confiança do consumidor (11h).

Vale o destaque: nos EUA, dados “concretos” sobre a economia têm divergido dos dados de “confiança” – ou mais “abstratos” – que, ao contrário dos primeiros, seguem em elevação neste período pós-Trump. Ontem, o Livro Bege não mostrou nada muito especial sobre os 12 distritos do país.

Em Washington, há “reuniões de primavera” do FMI e do Banco Mundial (BM). Começa às 9h45, com discurso de Jim Young Kim, o presidente do BM. Às 10h30, será a vez de Christine Lagarde, do FMI.

Ainda sobre o FMI: relatório divulgado ontem melhora a projeção de crescimento do mundo, de 3,4% para 3,5%. Para 2018, projeta +3,6%. Embora as projeções para os EUA não tenham mudado (2,3% e 2,5%, respect.), melhoraram as projeções para Japão, Reino Unido e zona do euro.

No Brasil: Planalto emplaca urgência na reforma trabalhista; Vale tem produção recorde.

O governo, através de nova votação na Câmara, ontem à noite, conseguiu emplacar a urgência na tramitação da reforma trabalhista. Lembramos: na 3ª, erro de Rodrigo Maia na condução da votação culminou com a rejeição da proposta. É, portanto, ponto positivo para o Planalto, que ao mesmo tempo tenta diminuir os receios quanto à capacidade de aprovar a reforma da previdência.

Cronograma da Previdência: ontem, o relator Arthur Maia fez a leitura do novo texto; na próxima semana, discussões sobre o tema e; no dia 2 de maio, ocorrerá a votação na Comissão Especial da Câmara. Eventuais atrasos até a aprovação final não comprometem a reforma, afirmou Meirelles.

Do lado “macro”, destaque para o IPCA-15 de abril (9h): +0,21% M/M e +4,41% A/A, contra expectativa de 0,27% e 4,48%, respectivamente. O BC mantém oferta de até 16 mil contratos de swap cambial; e divulga, às 14h30, novo indicador de crédito (ICC). Do lado “micro”, a Vale divulgou, agora pela manhã, produção recorde no 1º tri deste ano.

E os mercados? Em véspera de feriado, esperamos um dia mais favorável, com bolsa em alta e pressões de baixa em dólar e juros futuros (embora volume possa ser menor, claro). Afinal, o quadro externo é mais favorável, e a vitória do governo, ontem na Câmara, melhora o noticiário local.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -1,17%, aos 63.406 pontos;
Real/Dólar: +1,44%, cotado a R$3,1529;
Dólar Index: +0,24%, 99,73;
DI Jan/19: +3 pontos base, de 9,35% para 9,38%;
S&P 500: -0,17% aos 2.338 pontos.

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

Empresas:

CCR: Companhia considera devolver concessão de rodovia no MS
Impacto: Marginalmente positivo.

Gafisa: Foram adquiridas cerca de 25 milhões de ações da Tenda no período de preferência
Impacto: Marginalmente positivo.

JBS: Companhia anuncia retomada das operações de seis unidades
Impacto: Marginalmente positivo.

Usiminas: Resultados sólidos no 1T17
Impacto: Positivo.

Vale: Produção recorde para primeiro trimestre
Impacto: Marginalmente positivo.

Jornais:

Folha de S. Paulo
* Câmara dá celeridade à reforma trabalhista (Manchete)
* Temer ignora proposta de gravar reuniões em gabinete presidencial
* Com caciques implicados na Lava Jato, PSDB convoca prefeitos jovens para defender legado

O Estado de S.Paulo
* Por reforma da Previdência, governo endurece com aliados (Manchete)
* Governo abre balcão de negócios por Reforma da Previdência
* Blairo entrega cargo, mas Temer não aceita
* Pesquisa Ibope mostra Lula como o presidenciável com maior potencial de votos
* Previdência precisará de nova mudança em 5 anos, dizem analistas
* STF julgará ações de impacto na Lava Jato
* Santander trabalha sozinho em debêntures de Lojas Americanas
de R$ 1,5 bi

O Globo
* Pressões levam a novos recuos na Previdência (Manchete)
* Lista de Fachin será dividida no Supremo Tribunal Federal

Valor Econômico
* Odebrecht negocia acordos e incorpora caixa 2 a balanços (Manchete)
* Relator da Previdência faz concessões para atender ruralistas
* “Novo Refis” tem adesão baixa e pode mudar
* LDO tenta enquadrar Judiciário e Legislativo
* Governo poderá ampliar prazo para investimento em concessão de rodovia
* Supremo apura vazamento de lista de Fachin
* Espanha renova suas apostas no Brasil
* Compensação pelo uso de térmicas vai custar até R$ 1 bi por ano ao consumidor
* Privatização das docas exigirá modelo diferente para cada porto

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