Mercados Hoje: na mínima histórica

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07/12/2017 POR: Guide Investimentos

Introdução: No exterior, é dia de agenda relativamente fraca. Noticiário dá destaque à decisão de Trump, envolvendo Tel Aviv e Jerusalém. O dólar volta a se fortalecer. No Brasil, o noticiário não é dos mais positivos. Ainda não está claro se a votação da previdência acontecerá neste ano. No front macro: o BC cortou a Selic de 7,5% para 7,0%.


CENÁRIO EXTERNO: DÓLAR E JUROS DAS TREASURIES VOLTAM A SUBIR.

O “básico” dos mercados… Mercados “de lado”. Após sessão mista na Ásia, as bolsas na Europa operam no azul, diante de elevação dos preços do petróleo (o brent está ao redor de US$61,7/barril). O S&P futuro registra leve alta. O dólar e os juros das Treasuries sobem, e o viés para as commodities, de modo geral, é de baixa.

Nos EUA… Congressistas correm contra o tempo para votar projeto que evite o chamado “shutdown” do governo nos próximos dias. Mais: ao redor do mundo, repercute a decisão de Donald Trump, ao transferir a embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém.

Na agenda de hoje… É dia de agenda relativamente fraca no exterior. Nos EUA: (i) pedidos de auxílio desemprego (11h30); e (ii) dados de crédito ao consumidor (18h). Na zona do euro, o PIB do 3º tri foi revisado para cima, de 2,5% para 2,6%. O ritmo lá segue forte.


BRASIL: SELIC VAI PARA 7,0%, E BC SINALIZA NOVO CORTE À FRENTE.

Ainda falta… O Planalto ainda não decidiu se a votação da reforma da previdência acontecerá neste ano. Segundo a Folha, longe dos 308 votos necessários, o Planalto teria algo em torno de 260. Ainda não tem nem mesmo os 290 – número que poderia levar o governo a encarar uma votação em poucos dias.

Mas…e se deixarmos para depois? Ontem à noite, Temer recebeu no Alvorada a líderes governistas e presidentes de partidos aliados ao governo. Beto Mansur (PRB-SP) admitiu que a votação pode ficar, eventualmente, para a 3ª semana do mês, dias antes do início do recesso parlamentar (previsto para o dia 23). Temer tenta evitar postergações…

É preciso franqueza… Temer, segundo relatos, estaria cético com relação a um resultado no ano que vem. “Com franqueza, se não tivermos como votar agora, não podemos ter a ilusão de votar em março por causa do calor das eleições”, teria dito o presidente ontem à noite.

O poder do convencimento… Segundo matéria do Broadcast, Romero Jucá (PMDB-RR) teria sinalizado ontem, em jantar, que mais recursos poderiam ser disponibilizados aos congressistas, caso votem a favor da reforma. Hoje, no Estadão, o mesmo tom: após o Congresso votar projetos com impacto de R$30 bi em 15 anos, negociam-se R$3 bi em emendas para 2018.

COPOM: nas mínimas… A decisão ficou em linha com o esperado: a Selic passou de 7,5% para 7,0%. É uma mínima histórica. As projeções de inflação do BC foram revisadas para baixo: para 2017*, ao invés de algo “ao redor de 3,3%”, espera agora 2,9%.

COPOM: e o próximo passo? Para a reunião de fevereiro de 2018, esperamos um novo corte, levando a Selic para 6,75%. Este parece ser o novo cenário-base do BC. Mas há riscos a serem monitorados: “essa visão para a próxima reunião é mais suscetível a mudanças na evolução do cenário e seus riscos que nas reuniões anteriores”.

Anfavea… A produção total de autoveículos subiu 4,8% em novembro, na comparação com outubro. Todas as categorias contribuíram positivamente para o resultado. A produção industrial de novembro talvez recue frente ao mês anterior, mas é preciso pontuar que a produção de veículos se recupera desde o final de 2016.

Na agenda de hoje… Apenas um número de inflação: o IGP-DI de novembro subiu 0,80% m/m, acima dos 0,64% esperados, e dos +0,10% de outubro. É dia de agenda fraca por aqui também. O destaque à o noticiário envolvendo à reforma da previdência.

E os mercados hoje? O viés para os mercados locais não é dos mais positivos, diante de um cenário externo mais neutro, e um fluxo de notícias longe de ser favorável aqui no país. Assim, esperamos pressões de baixa em bolsa, e de alta em dólar e DIs. O mercado se ajustará ao COPOM.

 

 

Ignacio Crespo Rey – Economista

 


SOBRE O FECHAMENTO DO ÚLTIMO PREGÃO:

Ibovespa: +1,00%, aos 73.268 pontos;
Real/Dólar: -0,23%, cotado a R$3,235;
Dólar Index: +0,25%, 93,610;
DI Jan/21: +00 pontos base, 9,180%;
S&P 500: -0,01% aos 2.629 pontos.

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg


Empresas:

Banrisul: Governo do Estado adia venda de ações
Impacto: Marginalmente Positivo.

Vale: Cia prevê Ebitda de até US$ 19 bi em 2020
Impacto: Positivo

 

 

Luis Gustavo Pereira – Estrategista

 


Jornais:

Folha de São Paulo
– Taxa de juros cai a 7% e atinge mínima histórica
– Governador de Minas se torna réu, mas não é tirado do cargo
– Sem votos, Temer adia definição de data para reforma
– PF leva reitor da UFMG para depor em investigação

O Estado de São Paulo
– Planalto acena com mais verba e reforma da Previdência avança
– Juros caem para 7%, menor índice da história
– Palestinos reagem a ato dos EUA sobre Jerusalém
– Governador de Minas vira réu por corrupção

O Globo
– Decisão de Trump sobre Jerusalém isola os EUA
– Governo diz já ter apoio para votar Previdência
– Os menores juros da história: 7%
– Novo sistema de governo em debate

Valor Econômico
– STF ignor a reforma da CLT e altera correção de passivos
– Trump só atrai críticas quanto a Jerusalém
– México se abre a produtos brasileiros
– Zurita, ex-Nestlé, faz acordo para não ter imóvel leiloado

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