Segundo Tempo: ajustando o tom

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11/01/2018 POR: Guide Investimentos

Introdução: Na Europa, as bolsas encerram o dia sem direções claras; enquanto os mercados americanos se recuperam, em alta. O dólar segue fraco frente às moedas globais. O euro, em especial, se valoriza frente ao dólar. Lá fora, os investidores digerem os dados econômicos dos EUA, e a ata do BC europeu (BCE). No Brasil, o Ibovespa sobe, e o dólar mantém viés de baixa. Em dia de agenda esvaziada, investidores estão de olho nas articulações do governo em torno da reforma da Previdência.


CENÁRIO EXTERNO: ATA DO BC EUROPEU, E DADOS AMERICANOS ABAIXO DO ESPERADO.

O “básico” dos mercados… As bolsas da Europa encerram sem direções claras, após início mais fraco. Nos EUA, as bolsas voltam a subir, após correções de ontem. O dólar perde forças frente aos seus principais pares, depois da divulgação dos dados econômicos americanos mais fracos. O euro também se valoriza por conta das sinalizações da alta do BCE. Commodities operam com ganhos hoje.

Ajustando o tom… O BCE sinalizou que pode mudar o tom de sua comunicação muito em breve, diante da recuperação econômica recente. Ou seja: no jargão dos economistas, pode se tornar mais “hawkish” (pró-normalização das políticas de estímulo). Mas atenção: acreditamos que as compras de ativos mensais irão, no mínimo, até setembro deste ano (como já fora dito pelo próprio BCE), e que os juros começarão a subir, de forma lenta, a partir do final de 2019, apenas. Ainda assim, o BCE, ao começar a mudar a sua comunicação (sinalizações), já faz preço: o euro se valoriza frente ao dólar, e oscila ao redor de US$1,20.

Dados mais fracos… Nos EUA, o destaque da agenda eram os preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês). Estes recuaram 0,1% em dezembro, frente a novembro. O mercado, segundo a Bloomberg, esperava uma alta de 0,2%. Os dados, portanto, não parecem colocar pressão sobre o Fed (o BC dos EUA) para que os juros subam logo. Isso contribui para enfraquecer o dólar lá fora.

 


BRASIL: IBOVESPA AVANÇA; DÓLAR RECUA; DIS MISTOS.

A bolsa sobe… O Ibovespa, impulsionado pelas ações de Itaú, Bradesco, Vale e Petrobras, sobe nesta sessão. O índice abriu a sessão no campo positivo, e acelerou a sua alta no início desta tarde. Oscilava ao redor de 78,7 mil pontos, por volta das 15h. O desempenho, melhor do o que esperávamos pela manhã, parece ainda sustentado por um cenário externo que ainda contribui para os ativos de risco ao redor do mundo.

Um pouco mais sobre o Ibovespa… As siderúrgicas estão, novamente, entre as principais altas do Ibovespa, refletindo o cenário mais positivo para o setor nos próximos meses. Na mesma linha, os papéis da Eletrobrás também são destaque positivo do índice, após notícias mais favoráveis com relação à privatização da estatal (veja mais no Guide Empresas de hoje). Na outra ponta, Fibria recua, em um movimento de realização.

Poucas novidades… É dia de agenda esvaziada e, assim, os mercados seguem atentos à Brasília e às articulações do governo em torno da Previdência. Meirelles voltou a enfatizar a necessidade de aprovação da reforma, sinalizando que a Previdência tem déficit superior a R$ 200 bi por ano. Lembrando: a votação para da reforma na Câmara está prevista, inicialmente, para dia 19 de fevereiro.

Novas medidas, novos impulsos… Meirelles também informou que a equipe econômica estuda outras medidas para dar novo impulso à economia. Essas medidas seriam na linha da liberação de contas inativas do FGTS. Mas não há nada definido.

Estamos estudando diversas coisas que podem ser feitas, agora eu não tenho no momento uma decisão a anunciar“, disse Meirelles. “O que estamos agora estudando são maneiras, e não tenho ainda definições, como por exemplo foi feito no ano passado, quando foi liberado o FGTS, as contas inativas do FGTS“, completou o ministro.

Dívidas dos Estados… 18 Estados alongaram por 20 anos o pagamento das suas dívidas com a União. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro estão entre os principais nomes da lista. O prazo para adesão terminou em 23 de dezembro. Essa redução deve refletir no fluxo de pagamentos à União. Mas, por enquanto, segundo projeções da Fazenda, o déficit público segue sob controle. A estimativa é de um déficit de R$ 153,9 bi, abaixo da meta estipulada – déficit de R$ 159 bi.

Mais sobre os mercados… O real se valoriza frente ao dólar, em linha com o desempenho mais fraco da moeda dos EUA no exterior. No mercado de juros, os DIs não mostram um viés muito claro. Os vértices mais curtos seguem em alta, com investidores ajustando suas posições, após dados de inflação de curto prazo acima do esperado. Já o CDS de 5 anos segue estável, próximo dos 147 pontos base…

Rafael Gad Passos – Equipe Econômica

 


Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,70%, aos 78.746 pontos;
Real/Dólar: -0,36%, cotado a R$3,223;
Dólar Index: -0,51%, 91,865;
DI Jan/21: -03 pontos base; 8,890;
S&P 500: +0,31%, aos 2.756 pontos.

*Por volta das 14h49, horário de Brasília. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

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