Segundo Tempo: é apenas futurologia

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19/04/2017 POR: Guide Investimentos

Destaques: sem maiores direcionadores econômicos, os mercados globais mostram alguma diminuição da aversão a risco, de olho nos balanços das empresas americanas. A queda do petróleo, no entanto, ofusca esta melhora. Na Europa, a bolsa do Reino Unido recua, e destoa da região, após confirmação de antecipação das eleições gerais. No Brasil, o mercado concentra suas atenções no noticiário político, e reage à perda de fôlego do exterior.

Cenário Externo: petróleo passa a cair, e balanços americanos fazem preço.

Sem grandes direcionadores no front macro, os investidores se concentram nos números corporativos da atual safra de balanços, nos EUA e na Europa. Sem novidades significativas em relação ao quadro geopolítico e às eleições francesas, os mercados internacionais continuam a mostrar alguma recuperação.

Na Europa, a bolsa de Londres é a única que contraria o movimento que predomina na região e, em baixa, parece refletir a maior cautela em relação às eleições gerais, que serão antecipadas para o próximo dia 8 de maio. Afinal, o Parlamento aprovou hoje a proposta feita pela premiê Theresa May, que no início desta semana surpreendeu a todos, anunciando tal intensão.

Nos EUA, o S&P 500 mostrava forças no início da sessão, puxado pelo setor financeiro. Investidores estão atentos às divulgações dos balanços corporativos. Em especial, as ações do Morgan Stanley, após resultados positivos, contribuíram para a alta do S&P 500. O Dow Jones, por outro lado, mostra desempenho mais fraco, diante das ações da IBM que, em baixa, refletem resultados mais fracos.

Reviravolta do petróleo: dados reportados pelos EUA, sobre estoques de petróleo, contribuíram para a queda das cotações da commodity lá fora. É algo que faz as bolsas perderem fôlego nesta tarde.

Em suma: segue certa complacência com os riscos, sem novidades muito relevantes. Neste contexto de menor aversão a risco, os retornos das Treasuries continuam em alta. Lembramos: nos últimos dias, a busca por proteção levou os juros dos títulos americanos a atingir mínimas desde a eleição de Trump, em novembro do ano passado.

Brasil: Ibovespa recua, e dólar sobe, em reação ao exterior e à espera de avanço da Previdência.

O Ibovespa recua, em linha com seus pares no exterior, e pressionado pela cautela em relação ao andamento da reforma da Previdência. O início da votação do parecer foi postergada para o dia 2 de maio, após pedido da oposição. A leitura do novo texto da proposta, pelo relator Arthur Maia, começou hoje com certo atraso, e pode se estender pelas próximas horas.

Importante: o Planalto segue convencido de que o viés para a reforma da Previdência é de aprovação, e espera-se que, após a aprovação na Câmara, o projeto será bem recebido pelo Senado. Só não há garantia de que tudo será aprovado no 1º semestre.

De volta ao Ibovespa: a Vale recupera parte das perdas observadas nos últimos dias, e sobe beneficiada pela valorização do minério de ferro na China. Usiminas também é destaque de alta, uma vez que a divulgação de seu balanço está prevista para amanhã, e esperam-se resultados robustos. Por outro lado, Petrobras segue recuando, em linha com a queda da commodity.

Mais sobre os mercados: é dia de alta do dólar, reagindo à recuperação da moeda dos EUA no exterior. A percepção de risco-país (medida pelo CDS de 5 anos), no entanto, opera próximo à estabilidade. Na BM&F, os DIs registram leve pressão de alta, em linha com o movimento do dólar.

Um último ponto: nas pesquisas de intenção de votos para a eleição de 2018, João Doria é o tucano com a melhor percepção do eleitorado. Aécio e Alkmin, envolvidos com as delações da Odebrecht, estão atrás. O deputado Miguel Haddad (PSDB-SP), aliado do governador de SP, ao ser questionado sobre estes resultados, respondeu: “Falar em uma sucessão para 2018 agora é futurologia”.

Sobre os movimentos no pregão de hoje*:

Ibovespa: -0,70%, aos 63.712 pontos;
Real/Dólar: +1,12%, cotado a R$3,143;
Dólar Index: +0,31%, 99.805;
DI Jan/21: -0,04 pontos base; 9,92%;
S&P 500: +0,06%, aos 2.344 pontos.

*Por volta das 14h46, horário de Brasília. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

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