Segundo Tempo: “Impostos? Nem pensar!”

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11/10/2017 POR: Guide Investimentos

Introdução: O cenário externo dá continuidade ao quadro observado mais cedo. As bolsas da Europa encerram o dia sem direções claras, enquanto os mercados de Nova York operam com leve ganhos. As atenções dos investidores se voltam à Ata do FOMC. Quanto às commodities, o petróleo opera com volatilidade. Por aqui, o Ibovespa recua, mas se sustenta nos 76 mil pontos. Dólar e DIs também têm pressões baixistas. Do lado político, os agentes de mercados acompanham os impasses entre Rodrigo Maia e Planalto e acompanham os avanços da 2ª denuncia contra Temer. No front macro, o mercado digere as vendas no varejo.


CENÁRIO EXTERNO: EUROPA MISTA E NOVA YORK COM GANHOS

Nem pra cá, e nem pra lá. As bolsas da Europa encerram a sessão sem direções claras, enquanto as bolsas dos EUA operam com leves ganhos nesta tarde. O dólar e os juros das Treasuries seguem perdendo forças, em meio aos possíveis passos do Fed, o BC dos EUA; enquanto as commodities operam mistas. Em suma, o quadro externo dá continuidade ao cenário observado mais cedo.

Um olho no FOMC, e outro nos Fed Boys. Hoje, sem grandes indicadores na agenda “macro”, os investidores permaneceram atentos às declarações dos dirigentes do Fed e ficam à espera da Ata do FOMC. O mercado está em busca de maiores direcionadores sobre o futuro da política monetária americana, e o documento pode reforçar o consenso de uma alta nos juros dos EUA em dezembro.

Enquanto isso, na Catalunha… O primeiro ministro da Espanha, Mariano Rajoy, começou a adotar medidas para suspender a autonomia política da Catalunha, e assim, assumir o controle da região. Vale recordar o discurso de ontem do líder da Catalunha, Carles Puigdemont, no Parlamento catalão, onde anunciou a independência da região. No entanto, segundo depois, pediu a suspensão da declaração de independência para abrir uma negociação com o governo de Madri. De qualquer forma, as tensões ainda continuam, e seguem influenciando nos mercados da região.

O sobe e desce do barril. Entre as commodities, o petróleo segue com forte volatilidade. No início da sessão, a commodity oscilou entre o terreno positivo e negativo, mas opera com poucos ganhos na tarde desta 4ª, ao menos por enquanto. Mais: hoje, em relatório da Opep, o cartel comunicou que sua produção aumentou em setembro. Ao mesmo tempo, revisou para cima a projeção para a demanda global. De qualquer modo, ainda permanece a cautela entre oferta e demanda do petróleo.


BRASIL: IBOVESPA, DÓLAR E DIS EM BAIXA.

Perdendo fôlego. Aqui, o Ibovespa perde fôlego após recorde de fechamento de ontem, e recua na sessão do pré-feriado. O índice sustenta os 76 mil pontos, mas segue pressionados pelos papeis de Kroton, Estácio, Rumo. Do lado positivo, destacam-se os papéis do setor de Papel & Celulose, com Fibria apresentando a maior alta do índice (+3,12%, no momento que escrevíamos o relatório).

E na política, o clima segue amargo – Parte I. Rodrigo Maia permanece irritadíssimo com o Planalto. Sobre a possibilidade de o governo realizar uma MP para aumentar as alíquotas do PIS/Confins, o presidente da Câmara foi claro: “Todos conhecem minha posição sobre ser a favor do ajuste fiscal. Mas sou contra o aumento de impostos e mais ainda por meio de uma medida provisória”.

E na política, o clima segue amargo – Parte II. A MP dos bancos também corre risco de caducar. A Medida Provisória que dá ao Banco Central o poder de fechar acordos de leniência com o setor financeiro prescreve na próxima 5ª (19). Mas se depender do humor de Rodrigo Maia, …

Mas, e a 2ª denúncia? O viés continua favorável para uma vitória de Michel Temer na Câmara. No entanto, algumas ressalvas:

(i) Passa, mas com menos folga: é consenso de que o Planalto derrube a denúncia contra Temer. Porém, o apoio da Casa deve inferior ao observado na 1ª votação;

(ii) Fator Rodrigo Maia: o presidente da Câmara não deve atrapalhar o andamento da 2ª denúncia na Câmara. Entretanto, não fará esforços para ajudar Temer como visto na 1ª denúncia;

(iii) Prazo apertado: a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deve votar a 2ª denúncia até a próxima 5ª (19). Já o plenário da Câmara tem o prazo de votação até 25 de outubro;

(iv) Paralisia: o impasse entre Temer e Maia gera incertezas quanto aos avanços da agenda do governo no curto prazo.

Do lado “macro”, o destaque de hoje segue com as Vendas no Varejo. Conforme abordamos no Mercados Hoje, o resultado interrompeu as 4 altas consecutivos de crescimento do indicador. Ainda assim, consideramos os números positivos, e mantemos a expectativa positiva para o setor de consumo. No ano, o volume de vendas do comércio varejista acumula alta de 0,7%. No mesmo período de 2016, reporta uma queda de 0,5%. Em 12 meses, permanece com um recuo de 1,6%.

Dólar & DI’s. Por fim, no mercado de dólar e juros, pressões baixistas. O dólar segue com viés de baixa na sessão, em linha com o desempenho frente às moedas emergentes, à espera de novidades vindas da Ata do FOMC. Quanto ao juros futuros caminham para o mesmo rumo. Enfim, a sessão desta 4ª reflete o que comentamos mais cedo “Embora o CDS de 5 anos opere com viés de queda nesta manhã, a tendência é que o dia seja menos favorável do que ontem…”.

 

 

Rafael Gad Camano Passos – Equipe Econômica

 

 


Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -0,59%, aos 76.446 pontos;
Real/Dólar: -0,40%, cotado a R$3,167;
Dólar Index: -0,26%, 93.046;
DI Jan/21: -02 pontos base; 8,920%;
S&P 500: +0,07%, aos 2.552 pontos.


*Por volta das 14h56, horário de Brasília. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

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