Segundo Tempo: Procura-se um culpado

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12/01/2018 POR: Guide Investimentos

Introdução: As bolsas, tanto na Europa, como nos EUA, operam com ganhos nesta 6ª. O dólar segue mais fraco frente aos seus pares; enquanto commodities operam mistas. Lá fora, dados americanos foram destaque da agenda econômica. No Brasil, Ibovespa recua, e o dólar opera com ligeira alta. Ambos os movimentos reagindo (embora de forma limitada) a decisão da S&P. No front político, investidores acompanham os atritos envolvendo Rodrigo Maia e Michel Temer.


CENÁRIO EXTERNO: dados americanos mais positivos.

O “básico” dos mercados… As bolsas da Europa se recuperam, após algumas correções de ontem. Nos EUA, os índices operam com ganhos desde a abertura. O dólar segue ainda fraco frente aos seus pares; enquanto as Commodities tem dia misto. Lá fora, investidores repercutem, de forma positiva, a coalização dos partidos de oposição da Alemanha – algo que continua a valorizar o euro ante as moedas globais – e digerem os dados da economia americana.

Dados surpreendem… Nos EUA, dados de inflação ao consumidor era o grande destaque (11h30). O índice avançou 0,1% em dezembro, em linha com a expectativa do mercado. A surpresa ficou com o “núcleo” dos índices de preços ao consumidor – que desconsidera preços de energia e alimentação, medidas mais voláteis. O resultado foi uma alta de 0,3% no período. O mercado, segundo a Bloomberg, esperava um avanço de 0,2%. Os dados contribuem para aumentar as apostas do mercado de elevação dos juros dos EUA em março. Ontem, a probabilidade de um aumento no 3º mês do ano era de 81%; após os dados, as chances aumentaram para 87%. Lembrando que o cenário-base do Fed, em linha com nossas expectativas, é de 3 elevações de juros em 2018.

Entre altas e baixas. O petróleo opera com volatilidade. Por trás desse movimento, investidores monitoram as chances de Donald Trump estender a suspensão de sanções contra o Irã. A decisão pode manter o acordo sobre o programa nuclear do país nas mesmas condições atuais. Isto é algo que poderia aumentar a oferta global do Petróleo e pressionar ainda mais o preço da commodity nos mercados internacionais. A Casa Branca deve se pronunciar ainda nesta 6ª (12).


BRASIL: reflexos (limitados) do rebaixamento.

A bolsa recua (dentro do esperado)… O Ibovespa recua, embora com uma baixa limitada, após rebaixamento da nota de classificação de risco do país pela S&P. O desempenho mais negativo das commodities é algo que também não contribui para os ativos de riscos locais. Nesse contexto, o Ibovespa segue pressionado pelos papéis de Itaú, Bradesco e Banco do Brasil.

Uma pouco mais de Ibovespa. As siderúrgicas, mais um dia, lideram as altas dos índices. Exportações mais fortes da China, e cenário mais positivo do setor, impulsionam os papéis de CSN, Gerdau, Usiminas. Cesp também segue como destaque positivo, reflexo das notícias mais favoráveis em torno da privatização da estatal (veja mais no Guide Empresas).

Sem surpresas.Em dezembro, a S&P já tinha avisado à equipe econômica que rebaixaria a nota do Brasil. A decisão ocorreu após o adiamento da votação da reforma da Previdência. Os motivos foram claros: “demora na aprovação de medidas para reequilibrar as contas públicas”. A expectativa era ainda de que o corte acontecesse em 2017. Agora, líderes governistas pretendem intensificar as articulações para aprovar a Previdência na Câmara em fevereiro, e evitar novos rebaixamentos da nota de crédito do país.

Mas pode não ser o suficiente. No entanto, o mercado já especula que outras agências de classificação de risco podem também rebaixar a nota do Brasil nos próximos dias e semanas.

Procura-se um culpado. Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, responsabilizou o Congresso pelo rebaixamento do país. Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, se defendeu afirmando que as duas denúncias do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Temer pressionaram na decisão do S&P – as denúncias teriam diminuído o ritmo das reformas que se encontram no Congresso. Seja como for, continuam os atritos entre Maia e Meirelles. Ambos ensaiam uma candidatura à sucessão de Temer.

Mais sobre os mercados. Em dia de dólar mais fraco no exterior, a moeda americana opera próximo à estabilidade frente ao real. No mercado de juros, os DIs seguem não mostram um viés muito claro. Os vértices mais curtos operam em alta, com investidores mais céticos a possíveis nos cortes de juros em março. Ambos os movimentos reagem (embora de forma limitada) ao rebaixamento da S&P. Já o CDS de 5 anos segue recuando, próximo dos 145 pontos base…

Rafael Gad Passos – Equipe Econômica


Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -0,25%, aos 79.163 pontos;
Real/Dólar: +0,02%, cotado a R$3,214;
Dólar Index: -0,58%, 91,317;
DI Jan/21: -01 pontos base; 8,870%;
S&P 500: +0,46%, aos 2.780 pontos.

*Por volta das 14h53, horário de Brasília. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

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