Segundo Tempo: Um respiro

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08/01/2018 POR: Guide Investimentos

Introdução: Para as bolsas internacionais, o dia é positivo na Europa, enquanto os mercados americanos seguem sem direções claras. No exterior, em dia de agenda economia mais fraca, os investidores aguardam as declarações dos dirigentes do Fed. Aqui, o Ibovespa opera com volatilidade, e fôlego limitado após ganhos dos últimos dias. Dólar mostra viés de alta, enquanto DIs e CDS, percepção de risco-país, segue recuando. Do lado político, o mercado acompanha os debates envolvendo a flexibilização da regra de ouro e as reformas ministeriais.


CENÁRIO EXTERNO: BOLSAS NA EUROPA EM ALTA.

O “básico” dos mercados…  As bolsas da Europa encerram, em sua maioria, em alta, pelo 4ª dia consecutivo. Por lá, dados mais fortes da economia do bloco europeu é algo que impulsiona as bolsas da região (veja mais no Mercados Hoje ). Por outro lado, os mercados de NY operam sem direções claras, e alguns passam por um momento de correções, após recordes acumulados na última semana. O dólar segue se valorizando frente às principais moedas; enquanto commodities tem dia mais negativo. O Petróleo, em especial, recuava 0,1%, cotado próximo a US$ 67/barril.

Sem surpresas… Hoje, sem grandes indicadores na agenda “macro”, os investidores permaneceram atentos às declarações dos dirigentes do Fed. Dentre eles: Raphael Bostic, às 15h40; John Williams, às 16h35, e Eric Rosengreen, às 19h. O mercado especula o futuro da política monetária americana, após últimos dados do relatório de mercado de trabalho dos EUA. O documento, que veio abaixo do esperado pelo mercado, corrobora com o cenário de elevação mais gradual no ciclo de altas de juros americanos.

À espera de novidades… Para a semana, entretanto, o foco dos analistas fica por conta da divulgação do índice de preços do consumidor (CPI) norte americano (6ª, dia 12). O resultado, diga-se de passagem, pode também influenciar na decisão dos integrantes do Fed sobre as próximas elevações dos juros americanos.


BRASIL: IBOVESPA COM VOLATILIDADE.

Um respiro… Por aqui, o Ibovespa opera com volatilidade e próximo da estabilidade. O índice se sustenta nos 79 mil pontos, mas tem apresentado dificuldades para recuperar o fôlego. Ao redor das 15h, horário de Brasília, o índice seguia pressionado pelo setor financeiro; enquanto o setor de Papel & Celulose era destaque de alta.

Mais sobre o Ibovespa… Fibria e Suzano são destaques positivos da sessão, após relatórios de outras casas indicando um cenário mais positivo para o setor nos próximos anos. Por sinal, isto é algo que corrobora com nossas recomendações para as empresas de papel e celulose. Recentemente, temos comentado a melhora dos fundamentos da matéria prima, em função da manutenção de uma demanda ainda aquecida e restrição na oferta de celulose. Em nossa visão, as cotações devem continuar a subir no curtíssimo prazo.

Regra do Ouro… O mercado acompanha os debates envolvendo a flexibilização da regra de ouro. O receio, por parte dos investidores, é que a medida pode ser um gatilho para mais gastos do Governo, agravando a situação fiscal do país, e consequentemente, o possível rebaixamento de rating do país. Nesta tarde, Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, e Dyogo Oliveira, ministro do Planejamento, darão entrevista à imprensa. Especula-se que os ministros irão dar mais explicações sobre os estudos que trata a regra de ouro.

Dança das cadeiras… O mercado ainda monitora as movimentações do governo e suas trocas ministeriais. Espera-se que até 21 ministros deixem os seus cargos para concorrer a outros. Por enquanto, para o Ministério da Indústria, que deve ser preenchida nos próximos dias, Guto Ferreira, indicado pelo PRB, é o favorito para ocupar a vaga deixada por Marcos Pereira, presidente licenciado da sigla. A estratégia do Governo é que, pelo menos, os postos nos ministérios devem ainda ser distribuídos entre os partidos que votarem a favor da reforma da Previdência.

Mais sobre os mercados… O real de deprecia frente ao dólar, em linha com a reação de outras moedas dos emergentes. Os DIs futuros seguem o mesmo rumo e recuam. Ao longo da semana, as vendas no varejo de novembro (3ª, dia 09) e IPCA (4ª, dia 10) podem intensificar as apostas com relação à política monetária. Por fim, um último destaque: a percepção de risco-país, medida pelo CDS de 5 anos, também opera em baixa, entre 145-146 pontos base. Diga-se de passagem, é a 12ª queda seguida. Isto é algo que reflete um cenário internacional ainda é muito favorável neste início de 2018 e que deve continuar beneficiando os ativos locais.

Rafael Gad Passos – Equipe Econômica

 


Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -0,15%, aos 79.003 pontos;
Real/Dólar: +0,10%, cotado a R$3,232;
Dólar Index: +0,36%, 92,276;
DI Jan/21: -03 pontos base; 8,860%;
S&P 500: +0,01%, aos 2.743 pontos.

*Por volta das 14h58, horário de Brasília. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

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